BPN - accionistas do grupo vão decidir como encaixar dividendos

Grupo BPNOs 30 principais accionistas do BPN, ou melhor, da Sociedade Lusa de Negócios, cujo presidente do conselho superior é Rui Machete, irão decidir como deverão encaixar mais-valias com a alienação do que o Estado não nacionalizou. Veja-se o excerto do Jornal de Notícias:

O Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) reúne-se na quarta-feira para discutir as opções estratégicas do grupo incluindo um programa de alienações que abrange a área seguradora.
(…)
A venda da área seguradora era a que estava mais adiantada no programa inicial, como confirmou à Lusa a mesma fonte, estando a entrega de propostas prevista para “dentro de alguns dias”,
Está ainda por decidir se é feita a venda conjunta das duas áreas de seguros - vida e não vida - embora, segundo a mesma fonte, “exista um entendimento nesse sentido”.
Também os negócios de vinhos que a SLN podem estar prestes a ser vendidos, tendo a sociedade recebido já uma proposta de compra, como é referido no sítio de Internet que foi criado para o efeito.

No entanto,

O Grupo Português de Saúde é a única empresa da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) que não está à venda, disse hoje à agência Lusa Alberto Figueiredo, membro do Conselho Superior do grupo, que hoje reuniu.
“A saúde é uma área a apostar, quer consigamos um parceiro estratégico quer tenhamos de apostar sozinhos”, afirmou Alberto Figueiredo, referindo-se ao Grupo Português de Saúde.
“À parte a saúde, que está firme, quanto às outras empresas se não é para vender toda a empresa é para vender uma parte”, acrescentou.

Rui MacheteComo é que isto é possível? Não há vergonha! Vigaristas, agiotas, usurários sempre houve, sabemos, a novidade é a falta de vergonha dos dias de hoje.
Vamos lá por partes a ver se entendemos:
1 - não foram os accionistas que nomearam Oliveira e Costa?
2 - Não foram os accionistas que aprovaram todos os relatórios de contas?
3 - Por que razão, como escrevi atrás, o Estado não nacionalizou as empresas que pudessem render mais-valias com a alienação de modo a atenuar os prejuízos que aceitou com o BPN? Porque não nacionalizou a totalidade do Grupo?

Perdoem-me a expressão, mas isto cheira demasiadamente mal e toda a gente, mas toda, sabe donde provém tão nauseabundo odor!
Se não têm ética, haja pelo menos decoro. Dignidade. Sabem o que é? Como pode ser permitido aos accionistas do grupo BPN a realização de mais-valias pessoais depois de terem, durante anos, aprovado as contas de Oliveira e Costa, sendo, para todos os efeitos, os principais responsáveis (por isso são os accionistas principais) pela gestão do BPN e do grupo?

Greve dos Professores interessa ao Governo

Lendo o título de que a greve dos professores interessa ao governo, poderá achar-se que tomei algo a mais que me toldou o discernimento, mas..
Mas, meus amigos, desde que os professores se emanciparam do tentáculo dos sindicatos e compareceram em massa nas manifestações marcadas em dias de fim-de-semana, que Sócrates sabia que o impasse criado pelos sucessivos disparates de Maria de Lurdes Rodrigues e sua equipa colocavam, seriamente, em causa uma futura maioria absoluta ou até a vitória nas próximas legislativas, atendendo à progressiva sensibilização da opinião generalizada dos eleitores face às reivindicações dos professores.
Como poderia Sócrates inverter tão funesta tendência? Fácil! Nada melhor que empurrar os sindicatos a cumprir a tonta promessa de greves às aulas e às avaliações dos alunos, de forma a transtornar, cruelmente, o dia-a-dia dos alunos e dos pais.
O Ministério da Educação nunca desistirá de chamar de ‘avaliação dos professores’ seja lá ao for, nem que tenha de ceder até e apenas aos níveis de assiduidade (veja-se a tendência), enquanto os professores, incautos, tratarão, desta vez a reboque dos pavões dos sindicatos, de voltar a opinião dos cidadãos contra eles com greves penalizadoras dos cidadãos!
É pena, não por Sócrates sair a ganhar, mas porque ainda me dá para entristecer quando vejo perder causas justíssimas e importantes para Portugal sempre que a inteligência é necessária.
Como é que os professores, aqueles que em boa hora se emanciparam dos sindicatos ao ponto de os fazer andar a correr atrás deles nas manifestações onde exuberantemente desfilaram, caíram nesta esparrela de ‘ana caprina’?

Oliveira e Costa e a Supervisão Bancária do Banco de Portugal

António da Silva Ferreira, director adjunto do DSB desde a sua criação, há mais de 20 anos, foi subordinado de Oliveira e Costa no extinto DIC e no começo do actual Departamento de Supervisão Bancária…
A ler (e reter) este comentário
que o José nos deixou do qual destaco o breve excerto acima.

BPP - o despautério do aval encapotado do Estado

Vitor ConstancioAo que parece, acreditando nesta notícia, o Banco de Portugal encontrou uma solução para aguentar o BPP - Banco Privado Português através de um aval que o Estado afirmou, tanto através do Ministro das Finanças como do Governador do Banco de Portugal, não fornecer.
O despautério do arranjo ou, se se preferir, o atirar de poeira para os olhos dos contribuintes, é rocambolesco e absolutamente impróprio para assegurar a confiança nos bancos. Leia-se:

O regulador acrescenta ainda que tomou esta decisão em virtude dos “riscos de contágio” ao sector bancário, e que utilizou o aval do Estado para assegurar o financiamento de outras instituições financeiras.

Resumindo e concluindo: o Estado não fornece o aval ao BPP, mas estende-o a 6 bancos para que tomem conta da sua gestão, entre eles a Caixa Geral de Depósitos que assegurará a maior fatia do contributo!
Englobado ainda no pacote deste arranjo financeiro pago pelos contribuintes vemos mais administradores a saltar de umas instituições para outras (os tais “boys” para os “jobs”), tudo com a maior impudência!
O Estado tentou dar um ar sério à coisa ao escudar-se na penhora dos activos do BPP. Que activos? Quem os conhece em detalhe? Quem afiançou a sua real valia? Contêm ou não produtos tóxicos?
O “perigo de contágio” a que se refere o Banco de Portugal não terá a ver, certamente, com a sem vergonha de engenharias financeiras destinadas a salvar negócios privados com dinheiros públicos, uma vez que este particular aspecto já não se encontra mais em fase de contágio - a pandemia está instalada, disseminada e entranhada. E de vento em popa, ao que parece!

György Czifra - Valsa Impromptu de Liszt

György Czifra interpreta a ‘Valsa Impromptu’ de Liszt. Adequada a quem é sensível ao romantismo sem condescendências lamechas de mau gosto. Bom fim-de-semana.

Hossein Derakhshan - ameaçado de pena de morte no Irão

Hossein DerakhshanHossein Derakhshan, iraniano e muçulmano, atreveu-se, em nome de uma cultura de paz, a visitar Israel onde proferiu várias conferências com o intuito de, nas suas palavras, tentar mostrar aos Iranianos como é a vida quotidiana em Israel. Aos Israelitas vou mostrar que a grande maioria do Iranianos não se identificam com a retórica de Ahmadinejad. Vou mostrar-lhes que qualquer tipo de violência contra o Irão só iria prejudicar os jovens que gradualmente reformam o sistema e que só os radicais beneficiarão dessa situação.
As duas visitas que efectuou a Israel motivo bastante para ter sido detido no Irão sob a acusação de espião do governo israelita, incorrendo o risco, se vier a ser condenado, de pena de morte.
Fica o alerta que me chegou via email, servindo para recordar que a esmagadora maioria assassínios e chacinas foram, desde remotos tempos, efectuados em nome de deus, mas de um Deus que não está presente em nenhum Livro nem em nós.

Governo não dá aval ao Banco Privado Português

O governo, e bem, não dá o aval solicitado pelo Banco Privado Português e, adianta Teixeira dos Santos, não o nacionalizará por entender não ser, e cito o Ministro das Finanças, “um caso de polícia” nem “um banco comercial”. Ao Banco Privado Português restará ou a aceitação de um plano de recuperação pelo Banco de Portugal ou a falência. (ver Público)
Parece-me bem, mas deixe de fazer, se é que fazia, o mínimo de sentido e coerência a nacionalização do BPN, já que o montante em causa é similar e, por outro lado, se este é “caso de polícia”, fica-se com a ideia de que o Estado impediu a falência de um banco devido a gestão danosa e não a de um banco cujo problema é derivado da crise financeira internacional!
Critérios precisam-se e precisa-se de os saber e dar a conhecer antecipadamente, até para que depois não recaiam suspeitas de que poderão as decisões enfermar de interesses particulares.

Miguel Azguime - Prémio Music Theatre Now com ‘Itinerário do Sal’

Miguel AzguimeMiguel Azguime ganha Prémio ‘Music Theatre Now‘ com a sua obra ‘Itinerário do Sal’, estreada em Abril de 2006 sob a direcção de Paula Azguime, atribuído pela ‘Musiktheaterkomitee des Internationalen Theaterinstituts (ITI)’ na categoria ‘Other Forms Beyond Opera’, incluída num concurso destinado a novas óperas e música para teatro. (ver notícia do Público)
Mantendo a secular tradição portuguesa em relação aos seus criadores e artistas, o reconhecimento do trabalho de Miguel Azguime vem de além-fronteiras, pese embora o extenso e profícuo trabalho que tem desenvolvimento em prol da música electroacústica, seja como compositor, como fundador, mentor e membro do Miso Ensemble, do ‘Festival Música Viva’, da ‘Orquestra de Altifalantes’ e do sítio Miso Music Portugal, onde poderá encontrar as notícias mais actualizadas sobre música contemporânea, mormente a electroacústica, músicos portugueses que a interpretam, cursos, encontros seminários, enfim, tudo o que à temática diz respeito.
A obra premiada, o ‘Itinerário do Sal’, estará em digressão pela Hungria, Polónia e Alemanha durante o mês de Dezembro, esperando-se, como é óbvio, que as instituições com responsabilidade sobre a programação cultural, públicas e privadas, promovam a sua execução nas várias salas deste país.

Gulbenkian - encerramento da Colóquio/Letras

Coloquio/LetrasVia Alice Valente tomo conhecimento que a Gulbenkian, através do seu administrador Marçal Grilo, encerra a Colóquio/Letras.
Deixo aqui o texto que enviei a Joana Morais Varela, onde me associo a quem se manifesta contra esta perda.

É com profundo desânimo que vejo desaparecer mais um dos estandartes do legado da Gulbenkian. Foi o serviço de música tal como Madalena Perdigão o concebeu e deixou e a ele ficaram devedores quase todos os músicos portugueses (lembrar a fabulosa programação deste último ano de Pereira Leal); foi o Ballet Gulbenkian, a marca mais valiosa da instituição além-fronteiras; agora a Colóquio/letras.
A Fundação Gulbenkian está sendo ocupada, preenchida e usada para promover ‘prestamistas’ de entretenimento e entretida educação, esvaziando os serviços e acções que a erigiram mundo afora, os quais privilegiavam a qualidade de quem sabe…, fazer, criar e pensar.

Avaliação de Professores - sábios, simplex e greve às notas

Antonio VeroneseParco tem sido o tempo para escrever como gostaria sobre este psico-processo da avaliação de professores (ler excelente texto da Alice Valente). O método e a metodologia eram inegociáveis para Maria de Lurdes Rodrigues; os sindicatos, sem qualquer vergonha, desconfiados de já que não representarem os professores, assinaram em Abril um acordo com o Ministério onde apenas adiavam o problema sem o resolver, sabendo, por tal, que o inexequível método faria retornar os professores às ruas.
Entretanto, diante do impasse criado pela Sra. Ministra e pelos sindicatos, logo aparecem sugestões de reactivação do diálogo entre eles após duras palavras entre eles: uma comissão de sábios; sentem-se novamente à mesa e reflictam; simplifiquemos a burocracia da avaliação, mas esta mantém-se e o método também. Porreiro! Como é que não nos lembramos disto antes?
Mas que se passa? Passa-se que o diabo das estruturas democráticas deixaram de controlar as pessoas, no caso os professores, e eles, os das democracias bem estruturadinhas assustam-se com estas demonstrações de cidadania activa - os professores emanciaparam-se do Ministério e dos sindicatos! Os professores, avaliadores e avaliados, sabem que esta avaliação não serve o ensino nem a aprendizagem dos alunos, quanto mais não seja porque deixaram de ter tempo para ensinar.
Mas cuidem-se senhores professores que a avaliação é essencial para melhorar a aprendizagem dos alunos. Não esta, eu sei, que apenas serve para enquadrar progressões de carreira, mas uma que reflicta os que ensinam e o que os alunos aprendem! Sim, a avaliação de professores só faz sentido se estreitamente ligada à progressão dos resultados dos alunos, em exames nacionais e provas globais! Mas, hélas, A Dra. Maria de Lurdes Rodrigues, apesar de apregoar que a avaliação em curso serve para beneficiar os alunos, em mais uma tentativa de virar os pais contra os professores, sabe bem (espero) que não pode haver uma correcta e séria avaliação dos professores pela simples razão que tem vindo a anular a avaliação dos alunos!
Então, se nas palavras da Senhora Ministra e dos cientistas da Faculdade de Psicologia de Lisboa e dos pediatras e dos pedo-psiquiatras não faz sentido reter (reter quer hoje dizer chumbar) alunos no mesmo ano, também não faz sentido reter os professores em avaliações sobre a aprendizagem dos alunos! Façam antes uma eleição, ou referendo, se preferirem, sobre quem deve progredir, anualmente, na carreira docente e poupem-nos a esta palhaçada!

6 meses para pôr tudo na ordem?

Oh Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite não lhe atribuía tão exacerbado optimismo! 6 meses para pôr tudo na ordem? Salazar bem tentou esse caminho sem êxito obter e durante 48 anos!

Cantar Beringel e Beringelenses

BeringelA atracção para as urbes do litoral e, mais recentemente, para Lisboa, inibe a grata experiência de viver em lugares como Beringel, uma vila de foral, mas com ambiente e vivência de aldeia.
Hoje, apetece-me cantar Beringel e os beringelenses a propósito de uma súbita mudança de casa que tive de fazer. Não encontrava casa alternativa quando alguém da terra, desinteressadamente, me resolveu o problema. Não contratei nenhuma empresa de mudanças, ninguém para carregar (com excepção do Steinway A de 1903), ninguém para preparar a nova casa. Contudo, como que por magia, aparecerem vizinhos, vizinhos que nem bem conhecia e nada me devem, que tudo fizeram para que esta alteração fosse mais amena para a família. Houve quem desse uns arranjos na casa nova, braços para ajudar a carregar, amigos que cederam furgões para transporte, enfim, tudo o que quem vive em desumanizadas metrópoles não lhe ocorre que ainda há quem solidariamente assim viva, possa viver e dê graças por esta dádiva não ser passível de imposto, de ser regulamentada ou regulada. Não é mão invisível - é solidariedade, preocupação com o próximo.
Em Beringel vive-se ainda a vida, a vida de todos, embora poucos e cada vez menos, mas sensibilizado e grato estou por o destino que ter para aqui atraído.
Obrigado beringelenses por me fazerem continuar a acreditar que podemos ainda viver a vida solidariamente sem necessidade de tecnologias e inovações que para nada servem a não ser para estimular o consumismo.

Bruno Paixão recebe nota de Bom da Liga

Bruno PaixaoNão é brincadeira! O observador nomeado pela Liga Portuguesa de Futebol para o último Sporting vs F. C. Porto atribui a classificação de “bom” à actuação de Bruno Paixão. (ver notícia)
Não encontro adjectivo para este dislate sem vergonha, para mais numa altura em que já nada se pode atribuir ao Sr. Pinto da Costa ou a anteriores órgãos de gestão da Liga.
Em boa verdade não recordo árbitros tão fracos e arbitragens tão más desde que memória tenho, sendo com pena que vejo e ouça sportinguistas e portistas a esgrimirem quem terá Bruno Paixão prejudicado mais! Bruno Paixão prejudicou, neste jogo, o futebol, a arbitragem e o espectáculo acima de tudo.
É-nos de todo impossível saber como teria corrido o jogo se uma arbitragem normal tivesse ocorrido, tantas as asneiras, a incompetência e a falta de estofo para jogos desta natureza que Bruno Paixão demonstrou.
Bonito, correcto e elevado, seria Sporting e F. C. do Porto emitirem um comunicado conjunto em vez de andarem a lutar contra moinhos de vento (se me prejudicou mais a mim ou a ti), para marcarem uma posição de força junto da arbitragem e da Liga no sentido de os responsabilizar pelos danos causados à qualidade do espectáculo.

Banco de Portugal - 60 técnicos de supervisão bancária

Banco de Portugal conta com apenas 60 técnicos de supervisão bancária, segundo esta notícia do Público, para fiscalizar cerca 320 instituições financeiras. Há 5 anos eram mais de 160…
Quando se fala de lavagem de dinheiros de droga, de tráfico de mulheres, de armas, de agiotagem e especulação financeira, de ‘off shores’, of shure que 60 técnicos são mais que suficientes para a ‘mão invisível’ funcionar!
O problema é de regulação? Mas claro, é evidente,! Quem apenas quer dispor de 60 técnicos de supervisão bancária, não regula. Esse é o verdadeiro problema de regulação - de gente que não regula…, nem quer regular!
E administradores no Banco de Portugal? E directores? E administradores e directores aposentados após uns anitos de actividade? Perdemos a conta não foi? E sabem porquê? Porque a gente também não regula ao permitir esta palhaçada!
Somos nós, sim, somos todos nós que permitimos que esta gente leve vida boa à nossa custa, com o nosso beneplácito e até o voto em democrática urna!
Têm razão! O problema é de regulação!

Escola C+S de Alfragide - polícia carrega sobre alunos

Apareceu a notícia no Público de que a polícia terá carregado sobre os alunos da Escola C+S de Alfragide, tendo ferido, pelo menos, um.
Carga PolicialIsto está a tornar-se absolutamente insustentável: a Sra. Ministra da Educação tratou de, pública e recorrentemente, desautorizar professores e escolas; ontem surge Mariano Gago, o Ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, a desautorizar os gestores das universidades em vez de assumir que as tornou financeiramente insustentáveis; por fim, quem mandou a polícia para a Escola C+S de Alfragide mais não fez do que contribuir para que nos habituemos, também, a desautorizar as forças policiais!
De desautorização em desautorização chegaremos a um ponto em que, não merecendo já os governos que lhes concedamos autoridade, eles próprios se encarregam de a esvaziar de todas as instituições sociais, aquelas que, afinal, ainda sentimos que poderíamos recorrer em caso de necessidade.

A Nacionalização do BPN - banco e não grupo

BPNGrupo BPNA nacionalização do BPN em curso comprova o delírio em que os governantes europeus entraram aquando o capital deixou de se interessar, em definitivo, pela democracia e pela liberdade.
Primeiro não se compreende o papel de Vítor Constâncio, que sabia do assunto desde 2003 (quem não sabia, deste e doutros bancos?), e menos ainda a opção pela nacionalização do banco BPN por parte Ministro das Finanças, ou seja, a oneração dos contribuintes em cerca de 800.000.000 de euros, e não da totalidade do grupo que engloba outras empresas, algumas lucrativas, conforme se pode ver na imagem da direita.
Real SegurosNão quero chamar nomes a ninguém, mas a não nacionalização da totalidade do grupo, nomeadamente da Real Seguros, permitirá que os accionistas malfeitores possam aliená-la a bom preço, encaixar dividendos e, em calhando, livrarem-se da responsabilidade civil, criminal (gestão danosa) e a reversão da dívida da empresa para os accionistas, individualmente!
A dimensão deste dislate ultrapassa qualquer adjectivação, para mais quando a Real é uma das principais (senão mesmo a principal) angariadora comercial de poupanças de particulares através dos seus produtos “Investimento Real”, “Rendimento Real” e “PPR”, cujos fundos são geridos pelo próprio BPN. Por outro lado, só a privatização da Real Seguros, após nacionalização, permitiria ao Estado (aos contribuintes, entenda-se), ressarcir-se da totalizade do prejuízo assumido e realizar mais-valias.
Isto, meus senhores governantes, não é uma questão de esquerda nem de direita, nem uma questão de mais ou menos Estado, de ser neoliberal ou social-democrata, é antes do mais uma questão ética, de preservar os interesses dos cidadãos.
Não engolindo (já não dá…, já regurgito) que tudo o que se está a passar é derivado a falhas na regulação (só se fôr a das pessoas, eventualmente) e, diante da perplexidade, duvidar que haja uma intenção deliberada de penalizar os cidadãos devido à evidência (estas coisas costumam ser mais camufladas), só congigo conceber este gravoso dislate como mais uma demonstração do delírio colectivo em que entraram os governantes americanos e europeus.

Homem colado à sanita

Um indivíduo britânico de 35 anos ficou «literalmente» colado à uma sanita numa casa de banho pública. As suspeitas apontam para uma partida pregada com com super-cola (…). (via Portugal Diário)

Partidas aborrecidas, é certo, mas que diacho, atendendo à porcaria que gente que deveria ser responsável anda para aí fazer em jeitos de descontrolada gastrenterite, não sei se não seria mesmo terapia adequada. Não o estar preso, que muito prezo a liberdade, mas hospitalizá-los para fazerem a porcaria no local adequado e só darem alta após completo restabelecimento.

Avaliação de Professores - uma experiência positiva

Auto do Fidalgo Apreniz de D Francisco Manuel de MeloUm comentário atrás da Nilza sobre avaliação de professores, uma boa amiga de longa data, conseguiu despertar-me para a sensação de que alguns dos que ainda se dão à pachorra de ler o que para aqui extravaso poderão pensar que sou contra a avaliação de desempenho. Quem assim entende creia que não é essa a minha opinião, aliás, anteriormente e bastas vezes manifestada (ver aqui ou aqui, por exemplo). Considero a auto-avaliação e a avaliação por outrem instrumentos indispensáveis para o desenvolvimento de qualquer profissão, pelo facto de permitir reflectir sobre o que se fez para interrogar e testar estratégias que permitam melhorar o desempenho de cada qual.
Não vejo que a profissão de professor encerro alguma particularidade que desvirtue esse princípio, bem pelo contrário, mas sei, estou certo, que também como em qualquer outra actividade o desempenho se avalia através da produtividade que, no caso do professor é a aprendizagem dos alunos.
Sendo a aprendizagem dos alunos o objectivo primo do professor, é através da particular inter-relação entre cada aluno e cada professor que tudo pode ser ser melhorado ou não.
É exactamente por este facto que considero o actual modelo de avaliação imposto uma autêntica aberração burocrática, muito embora como não consiga entender que a reivindicação dos professores tenha incidido na negação de qualquer sistema de avaliação e não na exigência, junto do Ministério da Educação, na implementação de um sistema de avaliação centrado na aprendizagem dos seus alunos, sem outros quesitos laterais e colaterais que em nada interferem no foco da sua profissão - fazer com que os alunos aprendem e gostem de aprender.
Por isso, trago para aqui um excerto do comentário da Nilza pela pertinência que revela em relação a aspectos positivos de uma correcta avaliação de professores.

(…) reajo, tentando mostrar um outro lado da questão do estado actual da educação, da escola, dos professores… Esta reacção não é carregada de teoria mas apenas pretende compartilhar convosco um episódio recentemente vivido a propósito de avaliação dos professores.
Um dia destes fui visitada por uma amiga professora do ensino básico e a conversa foi inevitavelmente para o “tempo que se está a perder com o processo de avaliação … as energias que isso tira para o efectivo trabalho docente com os alunos…Deixei-a desabafar e depois pedi-lhe que me falasse de tarefas concretas que têm que fazer nesse processo e aí, confesso, que a conversa me interessou bem mais… e então, começou a falar das ditas “matrizes” que agora têm que fazer sempre que dão um teste de avaliação…e foi confessando que afinal 1º fizeram (a minha amiga e os colegas que leccionam a mesma disciplina na escola) o teste e só depois a matriz… e que SÓ AÍ se aperceberam que o teste nem tinha sido muito bem construído…que havia questões que tinham sido colocadas e que didacticamente não tinham feio muito sentido e que ao discutirem as resposta esperada dos alunos até se aperceberam que eventualmente havia um conteúdo científico que não estava a ser completamente bem dado … ao discutirmos isto fomos então falando DOS alunos que fizeram o teste, dos conteúdo leccionados a ESSES alunos, das dificuldades de aprendizagem DESSES alunos e das suas eventuais causas…
As matrizes associadas aos testes não são assunto novo (lembro-me de já ter aprendido isso nos anos 70 quando na Faculdade tirava o meu curso para ser professora de Física) mas se agora os professores se sentem “obrigados” a fazer e se isso os leva a pensar mais nos seus alunos… bem-haja o processo de avaliação dos professores!!!
Sei que não se pode generalizar a partir de um caso…mas se se criticam tanto as estatísticas (estou a ser um pouco irónica!!!) porque não partilhar convosco este caso.
Um abraço para todos,
Nilza

Violência na Escola de Santa Maria em Beja - a culpa é dos jornalistas

Jose Lopes Cortes Verdasca

Ora bolas! Eu a escrever que agora os pais davam mais no focinho aos professores devido ao enxovalho social que este Ministério da Educação tem publicamente exposto esta profissão (ele é que os professores não trabalham; ele é que os professores não querem ser avaliados…), a propósito da demissão em bloco do Conselho directivo da Escola de Santa Maria em Beja, eis, senão quando, o Sr. Doutor José Verdasca, director regional de educação do Alentejo, de pronto apontou os responsáveis pelas agressões ocorridas - os jornalistas!

(…) a culpa das agressões e insultos que se têm verificado na Escola EBI de Santa Maria é dos jornalistas, segundo as palavras do director Regional de Educação do Alentejo, no final da reunião que se realizou ontem à tarde no Governo Civil e que juntou para além de Manuel Monge e José Verdasca (…) via Rádio Voz da Planície

Afinal isto é como a crise financeira, um problemazito de regulação empolado pelos media. Assim é que é director Verdasca, preto no branco… sujo!

Estatuto Social da Escola - danos incomensuráveis

Maria de Lurdes RodriguesO Conselho Executivo (CE) da Escola Básica 2, 3 de Santa Maria, em Beja, demitiu-se em bloco, «saturado» com vários casos de violência no estabelecimento de ensino, como agressões entre alunos e a funcionários, professores e pais. (via Diário Digital)
Seria absoluta demagogia atribuir ao Ministério da Educação ou mesmo à pauperização da nossa sociedade culpa directa no aumento da violência escolar. No entanto, Sra. Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, os danos que causou ao estatuto social dos professores e da escola na comunidade em que se inserem, os quais têm incentivado a consubstanciação de actos de violência de pais que pela escola nunca se interessaram, demorarão muitos anos, senão décadas, a serem reparados.
Pode a Sra. Ministra da Educação mostrar as estatísticas que melhor entender sobre educação, professores avaliadores e avaliados, titulares ou não titulados, mas o que não encontrará é dados estatísticos que demonstrem que a escola consegue hoje, melhor do que antes da sua governação, ensinar os nossos miúdos, o vulgo e a serem Homens.
Os nossos filhos estão lá presos até às 17:30h em actividades de educação de treta, os professores gastam 2/3 do seu tempo a avaliar e a serem avaliados, mas tempo, forças e motivação para ensinar não creio que sobeje…
Mas também em poderá importar isto à Senhora e sua equipa? Nada, rigorosamente nada, não é passível de tratamento estatístico que interesse ao poder. Nem ao nosso nem ao da União Europeia, para o qual, afinal, todos parecem obcecados em demonstrar que são os melhores a produzir o descalabro educativo que pretendem - o das competências ou o das literacias, para o caso tanto faz.

Pacheco Pereira e o modelo social europeu - do saber ao saber-fazer

Via Rui Curado Silva do Klepsýdra cheguei a um vídeo / entrevista do Expresso a Pacheco Pereira e António Barreto realizada em Dezembro de 2007. Há um conjunto deles, mas deixo-vos este porque atesta a abissal distância entre a demagogia de quem sabe (e professa a sua sapiência) e quem tem de fazer. Por outras palavras, a diferença entre quem pode dedicar-se às “artes científicas da advinhação” e quem tem responsabilidade de fazer, pelos e para os outros.

Ricardo Serrano - Prelúdio Susana em video clip

O Prelúdio Susana de Ricardo Serrano em video clip montado com uma sequência de imagens do músico da autoria de Gary Lam (sítios: próprio e youtube).


Sítios do Ricardo Serrano:
Peremela;
MySpace;
Garage Band.

Prémio Dardos - mais uma correnteza…

Premio DardosTiveram a Alice, a Catarina e o Heitor a gentileza de me endereçar este prémio. Apesar de cansado destas torrentes, não posso deixar de sentir satisfação pelo que o Prémio dos Dardos significa e de quem mo endereçou. Transcrevo:
Reconhecem-se os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Quem recebe o “Prémio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:
1. - Exibir a distinta imagem;
2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;
3. - Escolher quinze (15) outros blogues a entregar o Prémio Dardos.

Quinze? Bem, aí vai, sem me importar de retribuir, não pela gentileza, mas por merecimento:

100nada da Catarina Campos;
A Barriga de um Arquitecto do Daniel Carrapa;
A Infelicidade ao Alcance de Todos do José Manuel Fonseca;
A Origem das Espécies - de Francisco José Viegas;
Ali_se da Alice Valente;
Blog do Miguel do Miguel;
Blogame Mucho do Besugo;
Contra Capa da Cristina Vieira;
Da Literatura do Eduardo Pitta;
Estado Civil do Pedro Mexia;
Fractura.net do Carlos José Teixeira;
Insónia do Henrique Fialho;
Ma-scamba do José Pimentel Teixeira;
Peremela do Ricardo Serrano;
Planície Heróica do Francisco Nunes;
Portugal dos Pequeninos do João Gonçalves.

E pronto, fica-se sempre com a sensação da injustiça dos muitos que esqueceram…

Trocas sem mão invisível e sem regulação

A sociedade foi, paulatinamente, transformando toda a troca em transacção comercial, todas querendo regular, à excepção das que pretende controlar através de uma “mão invisível” que todos vêem e a conhecem. Mas será que pretendemos mesmo continuar a aceitar a abjecta regulação do que nos querem impor como socialmente correcto? Será que queremos continuar a aumentar a distância entre as pessoas enquanto construímos um mundo global? “Free Hugs Campaign”, conhece?

Tempos de certeza incerta

Giacomo Balla - El Futuro - 1923

Giacomo Balla - el Futuro - 1923

Tempos de incerteza, estes que vivemos. Como todos os os outros, ademais. Novidade não é a incerteza, a insegurança, mas a certeza, nas ventas do consciente arremessada, da incerteza dos futuros.
Incerto não será o passado. A sua análise crítica é o caminho não para a certeza, mas para a consciência de quem somos, donde viemos e, no caso, do que temos andado a fazer.
É que é no que temos andado a fazer que poderemos encontrar alguma luz bastante para enxergarmos onde estamos; para, alicerçados no quem somos e donde vimos, conseguirmos equacionar para onde devemos e poderemos ir.
Há quem proclame o fim disto ou o advento daquilo ou o fim de um paradigma (é mais ‘in’); tratemos talvez de olhar para o que fizemos, o que não fizemos e o que permitimos que se fizesse.
Este blogue começou por ser (e foi-o principalmente) um blogue de causas, perdidas, a maioria, é certo, porque quem por bem pensa e faz sabe que será esse o destino mais provável - o seu sentido de utilidade tornou-se bastante volátil. Mas, que diacho, não serão estes os momentos em que se vê a massa de que somos feitos?
Estou de regresso (não foram férias, mas desânimo diante da inutilidade do que se diz e escreve para quem decide) com casa arejada, muito embora menos prolífico em textos. Contra os ‘dictates’ da web, privilegiarei textos mais analíticos, mais longos, por tal, para quem deles se pretender servir.
Obrigado a todos que perguntaram e até breve.

Agosto de 2008 e a liderança da oposição

Cavaco SIlva Pouco, muito pouco mesmo, retive, no que à nossa politicazinha concerne, neste Agosto de 2008. Sócrates descansou recatadamente e Manuela Ferreira Leite, também recatadamente, primou pelo silêncio, silêncio que vai mantendo enquanto Cavaco Silva vai, em si, incorporando, dia após dia, a liderança da oposição…, com Manuela Ferreira Leite a secretariar.
Não, não é o silêncio da presidente do PSD que me preocupa, antes o espaço que concede ao protagonismo de Cavaco Silva que desde que foi à Madeira idolatrar Jardim; mais o mesmo não foi, ou melhor, foi-se… a tal de cooperação institucional que apregoou durante a sua campanha.
A Cavaco Silva não lhe basta ser o Presidente de todos os portugueses, necessita de espaço para ser, simultaneamente, o que lhe está no sangue - o Primeiro-Ministro de todos os portugueses. Mas Primeiro-Ministro e Presidente. E Manuela Ferreira Leite tenta preparar o que sobejar do PSD para apoiar essa pretensão.

Aguaviva - Poetas Andaluces de Ahora

Aguaviva - Poetas Andaluces de Ahora

O Primeiro de Janeiro - a comprar

O Primeiro de Janeiro Anunciada a interrupção da edição durante o mês de Agosto para remodelação, comprarei hoje aquele que sinto ser o último número de “O Primeiro de Janeiro”, o jornal lá de casa, a de meus pais, aquele que, desde que de mim memória tenho, sempre era colocado na soleira da porta pelo jornaleiro, antes da leiteira e depois da padeira.
Nada é eterno, mas nada morre enquanto a nossa memória vida der. A morte não está ligada apenas ao desaparecimento físico, mas ao apagamento da memória individual e colectiva. Assim é para mim, com as pessoas e com as coisas, sem necessidade de me socorrer de qualquer aculturação religiosa. Tudo está vivo desde que os vivos guardem memória, ou seja, atribuam relevante significância para a sua existência.
O Primeiro de Janeiro está ligado, sem dúvida alguma, à história da cidade do Porto, sendo importante, independentemente do que vier a acontecer, que as entidades competentes zelem pela conservação do seu acervo.

António Pinto Ribeiro - o José e o D. Maria

José António Pinto RibeiroJosé António Pinto Ribeiro arribou de manso…, pouco dado a oratória e lides mediáticas. De repente começou a aparecer e falar muito nos locais habituais de propaganda do governo. Agora embirrou com o Fragateiro no D. Maria e acabou por ter uma ideia brilhante, se bem que não saibamos as razões que o nortearam…, mas como diz ele podia ao abrigo de não sei quê exonerar…
Pela fotografia parece querer dizer que foi por uma coisa assim, muito, muito, mas muito pequenina…

Abstenção ou desistência

ou o ‘Bilderberg Group’ e a traição da liberdade de expressão

Ao cabo de quase cinco anos a blogar fui invadido por uma crescente inquietação que me leva a ver este blogue de forma diferente: valerá a pena estar para aqui a debitar quando parece que as pessoas até lêem o que escrevo só para fazer tudo o que entendo que não deveriam, por bem, fazer?
Vivemos momentos de opinião, de todos (e a minha, claro), momentos esses de grande liberdade, liberdade essa nunca vista ou sequer equacionada. Mas para que serve? De que serve esta liberdade de expressão se aos livres só a emissão de opinião é permitida?
Poder-se-ia pensar, como outro qualquer psicopata, que o mundo está errado, mas não, ainda não atingi esse senil patamar - eu é que não estarei a ver bem. E, assim sendo, e porque não me dá especial prazer dizer coisas para mostrar que as disse ou proclamar ‘eu bem disse…’, (exige-se um conceito de utilidade) foi apoderando-se de mim uma vontade de desistir, de abster-me, porque não vale a pena (carece da essencial característica de tudo o que deve ser feito - utilidade), daquelas desistências, se calhar, que se reflectem (ou espelham-se) através da abstenção, pela recusa de sentirmos que pretendem que façamos parte de uma coisa na qual não nos revemos nem pretendemos que nos misturem. Noutros tempos havia outra a saída, a da clandestinidade, mas até esse ‘nobre gesto’ a liberdade de expressão nos retirou.
Uma liberdade inconsequente assemelha-se a uma vontade sem força, inerte, para a qual não estou ainda preparado. Talvez mais tarde, quando a força começar a fugir e a ideia persistir, me conforme. É cedo, de momento. Por isso não desisto, mas abstenho-me, interrompo-me, ’sine dia’, até que esta inquietação passe. Ou não…

ADENDA: ‘Bilderberg Group’ convida este ano Rui Rio e António Costa. No passado José Sócrates, Santana Lopes, Durão Barroso, e outros. Permanente só mesmo Pinto Balsemão. O que é o ‘Bilderberg Group’?

‘Bilderberg Group’ na CNN